Representantes da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da prefeitura estiveram na manhã desta terça-feira (9) em Rio Bonito, RJ, e fecharam o lixão. O local ficava a 12km do Centro de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e funcionava sem respeitar as normas ambientais. Com o encerramento das atividades, mais de 50 toneladas de resíduos que, diariamente, eram despejados de forma irregular no terreno serão levadas para o Aterro Sanitário de Itaboraí, onde receberão tratamento adequado.
O fechamento do lixão representa lucro para a prefeitura de Itaboraí. Cada tonelada de lixo doméstico enviada para o aterro ecológico vai gerar R$ 57 para os cofres públicos. Para o transporte do lixo hospitalar, devem ser gastos cerca de R$ 2 mil para cada tonelada. Todo o rendimento gerado do lixo deve ser investido em programas de valorização e preservação do meio ambiente, sendo um deles a recuperação da área que foi degradada pelo despejo dos resíduos.
Segundo o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, o governo do estado vai apoiar a prefeitura de Rio Bonito na remediação do terreno e garantiu recursos de R$ 15 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), para serem investidos na remedição de algumas áreas do estado onde funcionavam lixões, inclusive o de Rio Bonito.
O secretário disse ainda que o fechamento do lixão representará para o município de Rio Bonito mais recursos de ICMS Verde. “Só por acabar com o seu lixão, a prefeitura estará recebendo cerca de R$ 500 mil a mais de recursos de ICMS Verde no ano que vem”, acrescentou o secretário do Ambiente, idealizador da Lei do ICMS Verde.
A usina de reciclagem, que fica na mesma área do lixão também foi fechada. As oito pessoas que trabalhavam no lugar devem fazer parte de uma cooperativa que vai atuar na coleta seletiva. O projeto piloto da coleta do lixo já separado pela comunidade deve começar em três meses em alguns bairros.
Este foi o quinquagésimo lixão fechado no estado, ainda restam 26 para o Rio de Janeiro cumprir a lei federal de extinção dos lixões até 2014.
Fonte: G1
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