quinta-feira, 21 de março de 2013

Entrevista Flávio Azevedo ao Rio Bonito Notícias

Postado por Unknown  |  at   23:23 Nenhum comentário


Olá amigos, no último sábado (16) o jornalista Flávio Azevedo concedeu uma entrevista para o Rio Bonito Notícias e aqui está as perguntas e respostas, também tendo a gravação.





       Rio Bonito Notícias: É fácil ser imparcial em questões sociais que lhe dizem respeito?

       Flávio Azevedo: Para começar tem um negócio que eu aprendi na faculdade que imparcialidade não existe. Eu costumo dizer que você tem que ser equilibrado, saber ponderar as coisas, imparcialidade e uma coisa que inventaram, que as pessoas gostam, mais imparcialidade não existe. E na cidade pequena e difícil ser imparcial, na cidade pequena as pessoas exigem que você não seja imparcial.



       RBN: No período eleitoral, alguns candidatos tiveram espaço maior nos jornais locais, inclusive em O Tempo. O que tem a dizer sobre isto?

       FA: Alguns candidatos pagaram por esse espaço. Aquilo que era gratuito era igual. Alguns candidatos compraram o espaço. O político compra o espaço no jornal como a Ferreira Vieira compra, como o Degusta compra. O jornal tem um custo, o profissional sobrevive disso e depende dos ganhos. Eu vejo o político como um anunciante qualquer e vendo o espaço, mas a minha opinião não.


      RBN: Qual o papel social do jornalista e do jornalismo?

      FA: Nas cidades pequenas as duas coisas se confundem. Na cidade grande você consegue diferenciar o jornalista do jornalismo, na cidade pequena não, porque todo mundo se conhece. O meu jornal tem a minha cara, o jornal do Flávio. Ninguém fala jornal O Tempo. Estamos numa cidade em que os profissionais e empresas são personificadas. Na comunicação é mesma coisa. Na cidade do interior tem muito isso. Vou te dar um exemplo: você vai para o Rio de Janeiro fazer uma cirurgia, e eu te pergunto onde você operou? Você vai falar “o Souza Aguiar, foi o Getúlio Vargas... Aqui em Rio Bonito é diferente, aqui você fala Dr. Laurindo, Dr. Anselmo, aqui tudo é muito personificado.


     RBN: O que tem a dizer da atual formação do legislativo municipal?

      FA: Temos um mês de seções, e eu digo para você que atualmente está muito interessante a postura dos vereadores. Não estou dizendo que não tem sacanagem, não estou dizendo que não tem gente fazendo sacanagem nos bastidores. Estou dizendo que a postura está muito interessante, nos debates, nos assuntos que são importantes para o município. Aquela coisa que sempre digo da política do atacado e do varejo. Percebo que os vereadores estão mais preocupados com a política do atacado, estão com assuntos relevantes, como a concessão da água do município para Cedae; os Processos Seletivos, o Trânsito, a questão do Transporte Universitário; então a postura da Câmara está muito interessante até hoje.


      RBN: Está melhor que no passado?

      FA: Muito melhor, bem melhor, sem comparação, infinitamente melhor.

      RBN: O que pode dizer da afirmação “o vereador tem que estar do lado do prefeito senão ele não consegue nada"?

      FA: Política do Varejo e política do Atacado. Tem vereador que tem luz própria outros não. Uma das carências no nosso mundo hoje é de liderança. Nós temos uma infinidade de pessoas, sobretudo, nos cargos de comando que não tem liderança e quem não tem liderança não consegue se estabelecer. Essa afirmação é tremenda de uma balela! O vereador tem que ser independente e acompanhar o prefeito naquilo que é interessante para o município. Se eu fosse vereador eu votaria
contra a redução de salário dos secretários. Eu sou contra. Eu acho uma economia burra, uma economia boba. Acho que para você economizar tem que tomar conta das licitações, da merenda, das obras, da exploração do lixo da cidade, que agora vai ser transportado para Itaboraí. Independente de quem for o prefeito, acho até que teria que aumentar o salário e estar cobrando trabalho e termos pessoas competentes trabalhando.


      RBN: Tem vontade em ir para o caminho da política?

       FA: Na verdade eu já faço um trabalho muito parecido. Eu sou quase um vereador, só que sem salário e sem contrato, mas fiscalizo. Acho, porém, que não é necessário eu vir a vereador. Fui até sondado para ser vice de alguém, mas já interfiro bastante, já colaboro bastante como jornalista.

      RBN: Se fosse candidato você ganhava?

      FA: Não, Não... Não porque as pessoas querem alguém falando, concordam com tudo que eu falo, mas os objetivos são diferentes. Brasileiro só quer mole e comigo não tem mole. Por exemplo, eu resolveria o problema da Dengue. Eu multaria as pessoas que jogassem lixo na rua.


      RBN: Mais você acha que seria fiscalizado?

      FA: Claro! Se não eu demitia, eu botava na justiça e o fiscal seria demitido por justa causa.


       RBN: E os parlamentares municipais que não sabem nem se expressar? Acha que não afeta nos trabalhos deles?

       FA: Sim sim, extremamente! Aqueles que não sabem se expressar ainda não é ruim. Pior são os que não falam, que não se expressam e são extremamente nocivos, porque você não sabe o que ele pensa, o que ele acha. Isso prejudica o município, ai vai um 'mala' desse para lá enquanto tanta gente boa fica de fora.

       RBN: O que acha da criação das novas secretarias municipais? Todas são necessárias?

       FA: Eu acho que está faltando um ainda. Acho que tinham que criar uma de Direito do Consumidor. Acho que a única que é desnecessária e de Assuntos Religiosos , a não ser que essa secretaria seja pra ensinar a população rezar para os políticos malas que tem por aí. Mas acho que tem criar sim, porque a cidade está crescendo, precisa se desenvolver não tem condições de ter Indústria, Comércio, Agricultura E Turismo numa mesma pasta. Indústria e uma coisa e comercio é outra. Eu só fico preocupado com a possibilidade da criação de 20 acessórias, acho totalmente desnecessário.


       RBN: O discurso do caos dos que assumem após a administração de outro grupo político, acha coerente e construtivo? Por quê?

       FA: O discurso do caos tem dois objetivos: denegrir a imagem do outro que está saindo e justificar a inoperância de que nos 2 primeiros anos nada vai acontecer, na justificativa de que está arrumando a casa, de que pego a casa bagunçada que está colocando a casa em ordem. Eu vi a prefeita Solange reclamando da falta de dinheiro, mas é ai que vemos o bom administrador. Ela não disse que é do grupo político do governador, do PMDB, as pessoas têm que parar de reclamar e começar a trabalhar.

     RBN : A cidade atualmente está um Caos na questão de segurança.O que acha da Cidade Atualmente?

     FA: Segurança é um assunto que tem que ser discutindo em esfera estadual, quem tem que ser cobrado é o deputado, Marcos Abrahão, que é nosso representante, mas não é só isso. Será que a população quer mesmo segurança? Será que vai aceitar por cancelas na entrada e na saída da cidade? Temos que dar força para a Guarda Municipal parar a molecada de moto no centro. Mais esses dias no programa Flávio Azevedo teve um cidadão que disse que não quer que se implante um sistema de monitoramento na cidade, porque se ele tropeçar e cair o rapaz do monitoramento vai rir dele. Segurança não é só por a polícia na rua, tem que ter mudança de comportamento.


       RBN: O que acha da 'Operação Trânsito Legal'? Mudou alguma coisa no trânsito? Ou acha que o problema é mais pelos motoristas que não respeitam o próximo?

         FA: Eu acho que está bom. Precisavam fazer alguma coisa. O trânsito é vivo. No centro da cidade o problema está resolvido, mais na rodoviária e na Praça Astério Alves de Mendonça está um inferno. Ou seja, a muvuca saiu do centro, foi pra aquele ponto e se resolver ali vai estourar em outro lugar. Eu acho que para ficar completo teria que ter uns cinco semáforos, um ali na saída da Av. Sete e Maio, outro na saída do Mercado Municipal, acho que o semáforo da Rodoviária é um burrice, ali precisa de um semáforo humano. Os pontos de ônibus tem que ser discutidos. Mais tem que ter peito para mudar. Eu acho que a idéia do Prefeito de descentralizar a rodoviária foi perfeita, tem que descentralizar, a cidade vai crescer, não dá mais pra ficar nesse corredor que temos aqui em Rio Bonito da Ferreira Vieira até a Cidade Nova.


           RBN: Sobre o estacionamento irregular, você acha que se os Guardas Municipais tivessem o poder de aplicar multa, iria melhorar bastante não só os estacionamentos quanto a fluidez no trânsito?


FA: Eu acho que a indústria de multa é muito interessante, primeiro pra aumentar a arrecadação do município. Vou dizer mais pra você, não precisa multar. Se você botar um carrinho aí rebocando quem estiver mal estacionado, para o cara tirar o carro, ele vai ter que pagar a taxa do reboque e a diária do reboque... Três carros que você rebocar... Quero ver se vão parar carro em qualquer lugar.


      RBN: O que está achando da atual gestão?

      FA: Estou achando que a prefeita está trabalhando muito e o pessoal dela está reclamando muito, estão se esquecendo de trabalhar. Eu não sei se ela está no caminho certo, mais está trabalhando. Teve o processo seletivo aí que tinha tudo para da certo, mais foi um dos piores problemas da atual gestão.


       RBN: Quem é Flávio Azevedo fora do Jornalismo?

       FA: Boa pergunta! Torcedor do Fluminense... Nasci e fui criado na igreja adventista do sétimo dia, hoje, não frequento igual antes... Sou técnico em enfermagem, formado em 1994... Depois fiz jornalismos, trabalhei por 15 anos na Saúde, o que me dá autoridade de falar do setor... Quando digo que o problema da Saúde são os médicos ou a falta deles, eu falo com autoridade lidei muito tempo com a classe... Toco violão, gosto de música calma sou muito tranquilo. Tenho dificuldade para falar de mim (risos).





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